Joana Seixas é um rosto bem conhecido da televisão e uma das atrizes portuguesas mais comprometidas a usar a voz em prol de diversas causas humanitárias, como a crise climática ou a defesa por um cessar-fogo em Gaza. A atriz considera que as novas vozes femininas que afirmam ter sofrido assédio sexual são a ponta do iceberg da sociedade. Muito crítica do silêncio perante as várias injustiças, Joana considera que estar em cima do muro a assistir a atentados aos direitos humanos “molda o caráter das pessoas para a apatia”. No arranque de 2025, a atriz regressa à televisão no ‘remake’ da novela “Ninguém Como Tu”, agora em série, na pele da vilã Luiza Albuquerque, a personagem representada há vinte anos por Alexandre Lencastre. Ouçam-na na primeira parte desta conversa com Bernardo Mendonça

Marco Martins (2ª parte): “Gosto da falha, desde que não venha da preguiça. Há grandes obras de arte que nascem de falhas. No cinema diz-se ‘o erro belo’”
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Marco Martins (1ª parte): “Vivemos numa sociedade do ego, a ideia de comunidade esvaziou-se. Há uma crise de relações e a arte abre diálogo com o outro”
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Margarida Vila-Nova (parte 2): “O nosso maior inimigo é o medo. Tenho medo do medo que me trava e medo de deixar de sonhar. Sou uma sonhadora nata”
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