Nesta segunda parte, o realizador João Salaviza partilha mais sobre a experiência imersiva de viver durante parte do ano numa aldeia de povos indígenas, que já o batizaram com o nome de um guerreiro mítico Krahô, o “Ua-Ua”. João fala ainda de como a sua filha, a Mira, lhes permitiu aceder ao mundo mágico das crianças indígenas, o que trouxe mais densidade e verdade ao filme. Como tem sido essa troca? O que tem ganho o seu cinema com isso? Qual a grande lição que os Krahô lhe passaram e que trouxe para a vida e para a forma como filma? Salaviza fala ainda dos desafios vividos durante os 15 meses das filmagens de “A Flor do Buriti” e reflete sobre o período difícil que os Krahô enfrentaram durante a problemática governação de Bolsonaro e a pandemia. E, nesta segunda parte, há ainda lugar para boas sugestões: Salaviza revela qual o último filme que o arrebatou, qual o livro que o marcou recentemente e as músicas que o acompanham. Boas escutas!

Pedro Marques Lopes (parte 2): “Não descarto a possibilidade de vir a ter um cargo político. Não sei se alguém vai ter a inconsciência total de me propor tal coisa”
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Pedro Marques Lopes (parte 1): “Estou motivado a não deixar crescer o terrível cancro que são os discursos discriminatórios na comunidade. Sinto essa responsabilidade”
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Teolinda Gersão (parte 2): “Ainda não aprendemos que não pode ser a força bruta, do dinheiro ou das armas a reger o mundo. Eticamente não avançámos nada”
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