Nesta segunda parte da conversa, a deputada do PS Isabel Moreira responde a uma pergunta lançada pelo antropólogo e seu amigo Miguel Vale de Almeida sobre que horizontes de esperança o PS pode ainda dar, fala de uma certa solidão que vem de sempre, por ter crescido à esquerda numa família conservadora de direita, e por ser uma carta fora do baralho no seu próprio partido. E vai mais a fundo a traduzir a forma como as discriminações são sentidas na pele de muitas pessoas e a importância dos aliados e aliadas nas lutas sociais das minorias. Isabel relata ainda de forma comovente o doloroso luto que está a passar pela perda do seu pai, o histórico democrata-cristão Adriano Moreira, que partiu no final do ano passado com 100 anos. E confessa o desamparo e a sensação de ter ficado "sem lugar" num emotivo testemunho de amor, que estende à sua mãe. Isabel ainda fala de como se libertou da culpa judaico-cristã e de como vive de forma livre a sua sexualidade e amores sem se importar com o olhar dos outros ou de convenções machistas e retrógradas. E aproveita para explicar como o feminismo pode ser igualmente libertador para os homens. E ainda nos dá música e lê um texto escrito pelo pai sobre o tempo. Ouçam-na no podcast “A Beleza das Pequenas Coisas” com Bernardo Mendonça

Júlia Pinheiro (parte 2): “Nós já não estamos a pensar. Delegamos tudo à máquina. E não refletimos a mutação desse modo de vida. Isto deixa-me um elefante no peito”
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Júlia Pinheiro (parte 1): “Não estou habituada a que me escutem. As pessoas sabem muita coisa sobre mim, mas se calhar não sabem nada…”
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Filipa Leal (parte 2): “Quero ser melhor amiga, melhor amante e melhor pessoa. Também tento viver melhor e escrever melhor”
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