Nesta segunda parte da conversa, a deputada do PS Isabel Moreira responde a uma pergunta lançada pelo antropólogo e seu amigo Miguel Vale de Almeida sobre que horizontes de esperança o PS pode ainda dar, fala de uma certa solidão que vem de sempre, por ter crescido à esquerda numa família conservadora de direita, e por ser uma carta fora do baralho no seu próprio partido. E vai mais a fundo a traduzir a forma como as discriminações são sentidas na pele de muitas pessoas e a importância dos aliados e aliadas nas lutas sociais das minorias. Isabel relata ainda de forma comovente o doloroso luto que está a passar pela perda do seu pai, o histórico democrata-cristão Adriano Moreira, que partiu no final do ano passado com 100 anos. E confessa o desamparo e a sensação de ter ficado "sem lugar" num emotivo testemunho de amor, que estende à sua mãe. Isabel ainda fala de como se libertou da culpa judaico-cristã e de como vive de forma livre a sua sexualidade e amores sem se importar com o olhar dos outros ou de convenções machistas e retrógradas. E aproveita para explicar como o feminismo pode ser igualmente libertador para os homens. E ainda nos dá música e lê um texto escrito pelo pai sobre o tempo. Ouçam-na no podcast “A Beleza das Pequenas Coisas” com Bernardo Mendonça

MARO (parte 2): “Já me disseram que não devia lançar tanta música, nem seguir este estilo. Mas o meu objetivo não é ficar famosa, mas fazer o que gosto”
38:37

MARO (parte 1): “O mundo terá sempre coisas complicadas. Creio que se houver alguma coisa boa que eu possa trazer ao mundo, é através da música”
1:04:33

Marina Mota (parte 2): “O meu camarim é um confessionário, muitos vão lá desabafar e, outras vezes, é um posto médico, melhor que o SNS”
49:02