Se há artistas que são constante reinvenção, metamorfose e faísca musical, Filipe Sambado faz parte dessa constelação, com um lugar bem firmado na pop nacional. No seu novo quarto álbum de originais "Três Anos de Escorpião em Touro", Filipe Sambado volta a surpreender e revela-se num registo mais intimista e melancólico depois da experiência da pandemia e de várias mudanças: a reafirmação de género enquanto pessoa não binária, os desafios de ser “pai ou papita” da filha Celeste, junto com a ansiedade e depressão. E aqui se revela, sem interesse em pedestais. “Não me sinto corajosa. Tenho muito medo no geral. Mas percebo que para fazer certas coisas tenho de o enfrentar.” Qual o poder de uma canção? “Ouvirmos o que estávamos a precisar de compreender e não conseguimos explicar. E pode ter o valor de uma dança.”

Júlia Pinheiro (parte 2): “Nós já não estamos a pensar. Delegamos tudo à máquina. E não refletimos a mutação desse modo de vida. Isto deixa-me um elefante no peito”
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Júlia Pinheiro (parte 1): “Não estou habituada a que me escutem. As pessoas sabem muita coisa sobre mim, mas se calhar não sabem nada…”
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Filipa Leal (parte 2): “Quero ser melhor amiga, melhor amante e melhor pessoa. Também tento viver melhor e escrever melhor”
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