Diana Niepce é bailarina, coreógrafa e escritora e anda há uma vida a desafiar os limites do corpo e a cruzar os caminhos da arte e da vida. Em 2014 foi forçada a reinventar-se quando a meio de um ensaio sofreu uma aparatosa queda de um trapézio que a deixou tetraplégica. Desde aí, Diana Niepce tem questionado o preconceito dos outros sobre os corpos com deficiência, ou fora da norma, voltou aos palcos com novas possibilidades artísticas e, através das suas obras, tem desmistificado o que é isso de um corpo frágil ou forte e afirmado a virtude da diferença. Nesse movimento, em 2022 foi premiada pela SPA com a peça “Anda, Diana”, e este mês estreou o ciclo “Corpos Políticos”, com curadoria sua, que vai até 16 de março, na Culturgest, em Lisboa. Nesta primeira parte Diana é surpreendida com um testemunho do encenador e dramaturgo Rui Catalão, assim como da fundadora e diretora executiva da associação “Acesso Cultura”, Maria Vlachou, que acrescentam novos ingredientes e olhares sobre Diana e lhe deixam perguntas.

Júlia Pinheiro (parte 2): “Nós já não estamos a pensar. Delegamos tudo à máquina. E não refletimos a mutação desse modo de vida. Isto deixa-me um elefante no peito”
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Júlia Pinheiro (parte 1): “Não estou habituada a que me escutem. As pessoas sabem muita coisa sobre mim, mas se calhar não sabem nada…”
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Filipa Leal (parte 2): “Quero ser melhor amiga, melhor amante e melhor pessoa. Também tento viver melhor e escrever melhor”
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