Voltamos a republicar uma das conversas mais marcantes do podcast “A Beleza das Pequenas Coisas”, esta com o pintor e poeta Cruzeiro Seixas, gravada em fevereiro de 2017, no quarto onde ele viveu, na Casa do Artista, nos últimos anos de vida. No momento em que conversámos, Cruzeiro Seixas era já o último representante vivo do surrealismo português e esta foi uma das suas últimas entrevistas. Aqui abre o livro e revela que Mário Cesariny foi o homem que mais amou. “Ainda me faz muita falta...”. Com uns admiráveis 96 anos, Artur Manuel Rodrigues do Cruzeiro Seixas afirmou também neste podcast que só vivera metade do que queria e que mantinha sempre a curiosidade pelo amanhã. “Viver é uma loucura espantosa. É a maior loucura.” Sobre o passado, lamentava ter sido mais perseguido após a revolução, “enquanto o Partido Comunista esteve no poder”. A ideia de partir desta vida não o assustava. “Não estou preocupado para onde vou. Já andei por céus e infernos cá por este lado.” Esta é pois uma conversa rara e especial que recordo com bastante saudade e que vale mesmo a pena ouvirem ou recordarem. Boas escutas!

MARO (parte 2): “Já me disseram que não devia lançar tanta música, nem seguir este estilo. Mas o meu objetivo não é ficar famosa, mas fazer o que gosto”
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MARO (parte 1): “O mundo terá sempre coisas complicadas. Creio que se houver alguma coisa boa que eu possa trazer ao mundo, é através da música”
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Marina Mota (parte 2): “O meu camarim é um confessionário, muitos vão lá desabafar e, outras vezes, é um posto médico, melhor que o SNS”
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