Este é um ano especial para a atriz Cleo Diára, que acaba de ser distinguida em Cannes com o prémio de melhor interpretação feminina na secção “Un Certain Regard” com o filme “O Riso e a Faca”, de Pedro Pinho. Cleo nasceu em Cabo Verde, cresceu na periferia de Lisboa e afirma ter demorado a acreditar que merecia um lugar de destaque na representação. Cleo prepara-se agora para realizar uma curta metragem da sua autoria, sonha entrar na série “Black Panther”, da Marvel, e espera que esta sua recente premiação internacional faça outras raparigas imigrantes, e dos subúrbios, acreditarem nas suas próprias utopias e desejos. Ouçam-na nesta primeira parte da conversa com Bernardo Mendonça

Júlia Pinheiro (parte 2): “Nós já não estamos a pensar. Delegamos tudo à máquina. E não refletimos a mutação desse modo de vida. Isto deixa-me um elefante no peito”
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Júlia Pinheiro (parte 1): “Não estou habituada a que me escutem. As pessoas sabem muita coisa sobre mim, mas se calhar não sabem nada…”
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Filipa Leal (parte 2): “Quero ser melhor amiga, melhor amante e melhor pessoa. Também tento viver melhor e escrever melhor”
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