Este é um ano especial para a atriz Cleo Diára, que acaba de ser distinguida em Cannes com o prémio de melhor interpretação feminina na secção “Un Certain Regard” com o filme “O Riso e a Faca”, de Pedro Pinho. Cleo nasceu em Cabo Verde, cresceu na periferia de Lisboa e afirma ter demorado a acreditar que merecia um lugar de destaque na representação. Cleo prepara-se agora para realizar uma curta metragem da sua autoria, sonha entrar na série “Black Panther”, da Marvel, e espera que esta sua recente premiação internacional faça outras raparigas imigrantes, e dos subúrbios, acreditarem nas suas próprias utopias e desejos. Ouçam-na nesta primeira parte da conversa com Bernardo Mendonça

Marco Martins (2ª parte): “Gosto da falha, desde que não venha da preguiça. Há grandes obras de arte que nascem de falhas. No cinema diz-se ‘o erro belo’”
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Marco Martins (1ª parte): “Vivemos numa sociedade do ego, a ideia de comunidade esvaziou-se. Há uma crise de relações e a arte abre diálogo com o outro”
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Margarida Vila-Nova (parte 2): “O nosso maior inimigo é o medo. Tenho medo do medo que me trava e medo de deixar de sonhar. Sou uma sonhadora nata”
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