Cláudia Jardim é sempre um acontecimento quando sobe a palco. Dona de uma voz que enche um teatro, as suas personagens transbordam com o seu carisma. Há mais de 25 anos que esta atriz e diretora artística faz da companhia Teatro Praga uma utopia a que chama “casa”. A sua história de vida dava um filme, ou uma peça tragicómica, com muitas lágrimas e gargalhadas. Quis ser freira, beijou a irmã Lúcia, foi beijada pela Beatriz Costa e perdeu a mãe no mesmo ano em que nasceu a sua filha. Cláudia afirma que lhe interessa o teatro e a arte que questiona o mundo, e que o seu atual grande medo é a ascensão da extrema direita. “Imaginemos que cai o governo e o Chega ganha as eleições. Quer dizer que a minha filha, dos 12 aos 16 anos, fase fundamental da formação de uma personalidade, viverá num país fascista. Isso não vai acontecer, não pode!” Oiçam-na nesta primeira parte da conversa com Bernardo Mendonça no podcast A Beleza das Pequenas Coisas

Júlia Pinheiro (parte 2): “Nós já não estamos a pensar. Delegamos tudo à máquina. E não refletimos a mutação desse modo de vida. Isto deixa-me um elefante no peito”
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Júlia Pinheiro (parte 1): “Não estou habituada a que me escutem. As pessoas sabem muita coisa sobre mim, mas se calhar não sabem nada…”
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Filipa Leal (parte 2): “Quero ser melhor amiga, melhor amante e melhor pessoa. Também tento viver melhor e escrever melhor”
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