Nesta segunda parte da conversa, a escritora brasileira Carla Madeira recorda como foi o seu caminho até se tornar a escritora de ficção mais lida do Brasil.
Revela ainda o seu processo criativo, o denominador comum que unifica a sua obra literária e explica a razão de escrever para lidar com a ideia de irreversibilidade que tanto a apavora. Depois fala da sua profunda inquietação sobre o atual Brasil rachado e onde reside a sua esperança na Humanidade e no amanhã.
No final, a escritora ainda lê um excerto da obra “Diário de Luto”, de Roland Barthes, dá conta de algumas músicas que a acompanham, trauteia duas, deixa uma sugestão cultural e partilha os seus pequenos prazeres quotidianos. Boas escutas!

Carla Madeira (parte 1): “Somos complexos, confusos, misturados. Não somos só bem ou mal. Como escritora interessa-me explorar essa condição humana”
1:19:10

Luca Argel (parte 2): “Sou otimista por escolha, não por natureza. É fundamental não abrirmos mão dos sonhos, do encanto, da poesia. A arte pode ser útil nesse exercício”
1:09:03

Luca Argel (parte 1): “A vida não acontece, não se dá, se não houver espaço para a surpresa, para o inesperado. É preciso haver uma casa vazia no tabuleiro”
1:12:51