Quem é Capicua na fila do pão? Ela é uma das vozes femininas mais comprometidas a elevar a sua arte a um lugar de reflexão cultural, social e política. E fá-lo sabendo que as palavras podem ser uma boa arma contra a alienação. Capicua, ou Ana Matos Fernandes, afirmou-se no rap há mais de uma década, com novas rimas e narrativas. E se o futuro do rap é dela, aos 40 anos, Capicua afirma que não é fácil para uma mulher amadurecer nos palcos. “Na música o envelhecimento das mulheres é completamente desautorizado e desaconselhável.” Autora de três álbuns de rap, lança neste episódio várias críticas à falta de diversidade de género nos cartazes dos festivais e à diferença nos cachets entre homens e mulheres artistas. E ainda conta como navegou do rap ao fado, ao escrever as 11 letras do próximo disco da fadista Aldina Duarte. No final desta primeira parte, Aldina Duarte intervém para lançar uma pergunta sobre uma certa solidão...

Pedro Marques Lopes (parte 2): “Não descarto a possibilidade de vir a ter um cargo político. Não sei se alguém vai ter a inconsciência total de me propor tal coisa”
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Pedro Marques Lopes (parte 1): “Estou motivado a não deixar crescer o terrível cancro que são os discursos discriminatórios na comunidade. Sinto essa responsabilidade”
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Teolinda Gersão (parte 2): “Ainda não aprendemos que não pode ser a força bruta, do dinheiro ou das armas a reger o mundo. Eticamente não avançámos nada”
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