Como explicar a discrepância entre o resultado das urnas e o que foi apontado pelas pesquisas no dia anterior à realização do primeiro turno das eleições? Alguns casos foram emblemáticos, como nas sondagens para os governos do Rio de Janeiro e de Minas Gerais – Wilson Witzel (PSC) e Roberto Zema (Novo) não foram apresentados como possíveis favoritos. Conversamos sobre o assunto com o cientista político da FGV, Jairo Pimentel, especialista no assunto. Ele explica que a diferença tem relação com um novo contexto global, em que o voto é mais “fluido” e menos programático. Pimentel destaca que a publicação de pesquisas é proibida na França duas semanas antes do pleito, justamente para que elas possam influenciar menos na escolha do eleitor.
Episódio de hoje também capta a análise da colunista do Estadão, Eliane Cantanhêde, sobre o resultado das eleições, numa entrevista conduzida por Haisem Abaki.
Na coluna “Direto ao Assunto” de hoje, José Nêumanne Pinto fala sobre o quão inviável é a governabilidade num sistema com mais de 30 partidos.

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