No “Estadão Analisa” desta quarta-feira, 09, Carlos Andreazza fala sobre a crise no Supremo Tribunal Federal.
A decisão de André Mendonça de afastar o diretor-geral da Polícia Federal, o delegado Andrei Rodrigues, em razão do relatório de inteligência usado por Alexandre de Moraes para atacá-lo repete práticas que antes se pensava existir apenas no gabinete do ministro Moraes.
São tantos os precedentes na Corte criados pela conduta de Moraes que hoje Mendonça se vale de um deles, com a justificativa de que os fins justificam decisões monocráticas, que sempre ficariam melhor se respaldadas pelo colegiado.
Já o presidente do Supremo, Edson Fachin, intimou o ministro André Mendonça a se manifestar sobre o pedido da Advocacia-Geral da União (AGU) que quer anular o afastamento do diretor-geral da Polícia Federal, Andrei Rodrigues. Fachin deu prazo de 72 horas para Mendonça se pronunciar.
A AGU entrou com o pedido de anulação do afastamento nesta terça-feira.
O recurso foi direcionado ao presidente do STF. No entendimento da AGU, que representa o governo federal em ações na Justiça, o afastamento do chefe da PF viola competência privativa do presidente da República.
Mendonça submeteu a decisão à Segunda Turma da Corte, que formou maioria para validar a decisão.
Acompanhe Estadão Analisa com o colunista Carlos Andreazza, de segunda a sexta-feira, o programa traz uma curadoria dos temas mais relevantes do noticiário, deixando de lado o que é espuma, para se aprofundar no que é relevante
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