O Ministério do Meio Ambiente e Mudança do Clima lançou as novas metas para o Plano de Ação para Prevenção e Controle do Desmatamento na Amazônia Legal (PPCDAm). Criado em 2004, na outra passagem da ministra Marina Silva pela pasta, o objetivo é reduzir de forma contínua o desmatamento na região até 2030.
Uma das primeiras medidas, anunciadas pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e a ministra Marina Silva, é o embargo imediato de metade das áreas desmatadas em unidades de conservação federais. A identificação dessas áreas será feita por meio do sistema Prodes, do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais, órgão oficial de monitoramento do desmatamento via satélites no Brasil.
Dentre outros destaques, estão o desenvolvimento de sistemas de rastreabilidade dos produtos agropecuários e minerais da Amazônia com o objetivo de coibir as práticas ilegais. A medida está em consonância com demandas da União Europeia, com quem o Brasil negocia detalhes finais para a assinatura de um acordo econômico. O bloco pressiona o Brasil para intensificar as medidas antidesmatamento.
Afinal, esse plano aumenta os ruídos entre o governo e o agronegócio? Zerar o desmatamento até 2030 é uma meta factível? No ‘Estadão Notícias’ de hoje, vamos conversar sobre o assunto com ambientalista e deputado constituinte, Fábio Feldmann.
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Apresentação: Emanuel Bomfim
Produção/Edição: Gustavo Lopes, Jefferson Perleberg e Gabriela Forte
Sonorização/Montagem: Moacir Biasi

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