O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, disse ontem que o Irã propôs a abertura de negociações, após o líder americano ter ameaçado atacar o país diante da violenta repressão do regime às manifestações contra a crise econômica que ocorrem desde o fim do ano passado. “Acho que eles estão cansados de ser atacados pelos Estados Unidos”, disse Trump. “O Irã quer negociar.” A repressão contra os protestos já matou 544 pessoas, segundo a Agência de Notícias dos Direitos Humanos, baseada nos Estados Unidos. Mais de 11 mil pessoas já foram presas, de acordo com a entidade. Os protestos se intensificaram em razão da crise econômica, principalmente com a alta da inflação e do custo de vida. Em entrevista à Rádio Eldorado, Vitelio Brustolin, professor de Relações Internacionais da Universidade Federal Fluminense (UFF) e pesquisador de Harvard, disse que os protestos de agora são diferentes dos anteriores e representam um maior risco de queda do regime, enfraquecido também externamente em razão de outros conflitos no Oriente Médio. “É toda a população, são todas as faixas etárias que estão protestando. Então, existe um enfraquecimento interno do Irã”, afirmou.

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