A guerra no Oriente Médio chega hoje ao 31º dia com a expectativa por uma invasão terrestre do Irã por tropas dos Estados Unidos. O presidente do Parlamento iraniano, Mohammad Bagher Ghalibaf, prometeu “colocar fogo” nos soldados americanos e “punir para sempre” os aliados dos Estados Unidos no Oriente Médio caso o ataque por terra se confirme. As forças americanas já têm 50 mil militares na região, e outros 5 mil chegam até hoje.
Apesar da tensão crescente, o presidente Donald Trump disse que o Irã autorizou o trânsito de 20 navios petroleiros pelo Estreito de Ormuz a partir de hoje. Trump foi alvo de gigantescos protestos realizados nos Estados Unidos e na Europa no último sábado. Em outra frente da guerra, Israel anunciou a intenção de expandir a ocupação territorial do sul do Líbano para enfrentar o Hezbollah, grupo aliado do Irã. No campo diplomático, o Paquistão anunciou ontem que sediará negociações entre representantes dos Estados Unidos e do Irã sobre a guerra nos próximos dias.
Em entrevista à Rádio Eldorado, Hussein Kalout, professor de Relações Internacionais da USP, avaliou que a coalizão entre Estados Unidos Israel “causou muita destruição, mas não conseguiu alcançar seus objetivos estratégicos como o de decapitação do regime”. Para ele, Trump está pressionado porque “o Irã conseguiu estrangular a economia global com o fechamento do Estreito de Ormuz”, por onde é feito o escoamento de cerca de 20% do petróleo mundial. “A operação terrestre é para Trump dizer que teve uma vitória que justifique essa operação militar para depois fazer concessões aos iranianos”, analisou o Kalout.

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