Em pronunciamentos de 19 minutos em rede nacional, o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, defendeu ontem o que chamou de “sucesso” da guerra contra o Irã e repetiu uma lista de conquistas militares no conflito que, segundo ele, “está perto do fim”. Pressionado pela alta dos combustíveis e pela queda nos índices de aprovação, Trump reiterou o prazo de “duas a três semanas” para encerrar os combates, enquanto avançam as negociações. O presidente tentou tranquilizar os americanos e afirmou que o Estreito de Ormuz, que escoa 20% da produção mundial de petróleo, se abrirá “naturalmente” com o fim da guerra. Horas depois, o Irã respondeu ao discurso de Trump com novos ataques de mísseis contra Israel e países da região aliados dos Estados Unidos. Israel, Emirados Árabes Unidos e Arábia Saudita relataram diversas interceptações de mísseis e drones.
Em entrevista à Rádio Eldorado, Leonardo Trevisan, professor de Relações Internacionais da ESPM, avaliou que pronunciamento de Trump “manteve o tom de ambiguidade”. Ele também indicou que o Irã ainda tem capacidade militar para fazer ataques. “O pior cenário possível é que o Irã pode emergir dessa guerra ainda mais forte e mais perigoso”, ressaltou. Para Trevisan, a maior pressão para Donald Trump encerrar a guerra é interna e vem da economia, principalmente com a alta no preço da gasolina no país. “O final vai ser decretado não pelas armas, mas pelo bolso”, afirmou.

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