O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, disse que um dos motivos pelos quais quer assumir o controle da Groenlândia é o fato de não ter vencido o prêmio Nobel da Paz no ano passado. A revelação consta de uma mensagem enviada ao primeiro-ministro da Noruega, Jonas Gahr Store, no sábado. O premiê divulgou o texto ontem. No domingo, Trump voltou a pressionar a Dinamarca em relação à Groenlândia, alegando que o país europeu falhou em conter a influência russa sobre o território rico em recursos minerais cobiçados pelo presidente americano.
Em publicação na rede Truth Social, Trump afirmou que “chegou a hora” de resolver a questão, “e isso será feito!!!”, completou. Trump anunciou a imposição, a partir de fevereiro, de tarifas de 10% contra oito países europeus que se opõem à anexação da Groenlândia pelos Estados Unidos — entre eles, estão a Dinamarca, que controla o território, e a Noruega, que abriga o comitê que escolhe os vencedores do Nobel da Paz. A Europa já admite recorrer pela primeira vez a uma medida extrema para se defender de um aliado histórico. Diante das ameaças comerciais de Trump, o bloco passou a discutir o uso do chamado "instrumento anticoerção", uma ferramenta nunca acionada, criada para reagir a pressões econômicas e políticas externas e que permite aplicar várias restrições comerciais de bens e serviços.
Em entrevista à Rádio Eldorado. Gunther Rudzit, professor de relações internacionais da ESPM, disse que as recentes ações de Trump no exterior começaram a crescer com o aumento da pressão com as revelações do caso Epstein, amigo do presidente envolvido em um escândalo de abuso e tráfico de mulheres que o fez perder apoios de aliados. Apesar do agravamento da crise, Rudzit não acredita em danos à aliança militar da Organização do Tratado do Atlântico Norte (Otan), que tem o apoio de políticos republicanos no Congresso americano.

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