A nova edição da Pesquisa Nacional de Saúde do Escolar (Pense), realizada em 2024 e divulgada na semana passada, traz dados preocupantes sobre a saúde física e mental de adolescentes de 13 a 17 anos das escolas públicas e privadas do País. O levantamento revela um cenário alarmante principalmente sobre a realidade das adolescentes brasileiras, que representam metade da população escolar: as meninas apresentam indicadores de saúde mental, percepção corporal e exposição à violência mais críticos do que os meninos. Foram relatados casos de ideação de autolesão, desamparo, desesperança, ansiedade e variação de humor. A pesquisa mostra, ainda, que 8,8% relatam já terem sofrido estupro e que 18,5% informaram já ter passado por situações de assédio e abuso sexual.
Outro dado preocupante indica que 13,7% dos alunos (cerca de 1,69 milhão) faltaram por não se sentirem seguros dentro da própria escola, um índice que cresceu 2,9 pontos percentuais em relação a 2019, na última edição do levantamento. Em entrevista à Rádio Eldorado, Benito Lourenço, médico-chefe da Unidade de Adolescentes do Instituto da Criança e do Adolescente do Hospital das Clínicas da Faculdade de Medicina da USP, disse que as meninas são pressionadas pelo “espelho das redes sociais” e apontou a necessidade de mais atenção por parte dos pais. “Nós precisamos caminhar muito para espaços efetivos de escuta do adolescente. A melhor maneira é perguntar”, afirmou.

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