O presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), ministro Edson Fachin, interrompeu as férias para tentar conter os danos à imagem da Corte causados pela investigação do Banco Master. Fachin não comentou com os colegas a forma pouco usual que Dias Toffoli adotou na condução do caso, mas pediu atenção para a necessidade de aprovação de um código de conduta para o STF. Nas últimas duas semanas, Fachin falou com todos os ministros sobre o assunto.
Segundo um integrante da Corte, o presidente do STF conta com o apoio de quatro colegas para a proposta: Cármen Lúcia, Nunes Marques, André Mendonça e Luiz Fux. Toffoli, Gilmar Mendes e Alexandre de Moraes seriam contrários à iniciativa. As posições de Flávio Dino e Cristiano Zanin são desconhecidas. Ontem, Fachin esteve em São Luís para conversar com Dino. O presidente do STF avalia transmitir pela TV Justiça a sessão administrativa em que o código de conduta será votado.
Em entrevista à Rádio Eldorado, o advogado Roberto Dias, professor da FGV Direito SP, disse que o próprio Toffoli poderia se afastar do caso sem a necessidade de provocação. Ele também defendeu a adoção do código de ética pretendido pele presidente do STF. “O código de ética é de fundamental importância. É salutar do ponto de vista da integridade do próprio Supremo Tribunal Federal e da democracia brasileira”, afirmou.

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