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Todos contra os “Cabrais”: a “Maria da Fonte” e a Guerra Civil da Patuleia (1846-1847)

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Neste episódio, Margarida de Magalhães Ramalho e Lourenço Pereira Coutinho conversam sobre a efervescente década de 1840 em Portugal, mais concretamente sobre a polémica figura de António Bernardo da Costa Cabral. Oriundo politicamente dos clubes radicais da esquerda liberal, Costa Cabral mudou por completo de posicionamento político no final da década de 1830, tornando-se então num expoente do “cartismo”, ou seja, da defesa de um governo forte articulado com o rei e sob os auspícios da Carta Constitucional de 1826. Entre 1842 e 1846, Costa Cabral foi a principal figura política de um governo formalmente liderado pelo duque da Terceira. Dinâmico e “fazedor”, Costa Cabral tinha no entanto tendências autoritárias. O seu desprezo pelas oposições, pelo parlamento e pelos costumes, bem como o seu enriquecimento súbito, suscitaram comentários e acabaram por juntar todo o espectro político contra si, dos setembristas aos miguelistas. Em 1846, foi demitido pela Rainha na sequência da revolta popular da “Maria da Fonte”. Seguiu-se a guerra civil da “Patuleia”, que terminou após a intervenção militar da Espanha e Reino Unido. Contudo, Costa Cabral contou com o apoio da Rainha D. Maria II para voltar ao governo em 1849, mas nada seria como antes. Em finais da década de 1840, toda a classe política liberal queria conduzir Portugal ao “progresso”, mas sem os métodos de Costa Cabral. Foi o que aconteceu a partir de 1851, data do início da “Regeneração”.

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A História repete-se

Um diálogo descontraído em torno da História, dos seus maiores personagens e acontecimentos. 'A Hist 
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