Escrevemos esta sessão a partir de Portalegre, cidade onde um dia centenas de tecedeiras lançaram as mãos aos teares e, por entre os fios, foram vivendo. Na Manufatura das Tapeçarias de Portalegre, foram muitos os artistas plásticos que tiveram a felicidade de ver as suas obras transformada em tapeçarias. Foram sempre mulheres alquimistas a fazê-lo. Aqui, ouvimos as suas vozes. Ouvimos também, por Ana Lua Caiano e Cátia Terrinca, alguns textos sobre o ofício e um poema de Salette Tavares que, a seu tempo, foi objecto também dessa transformação mágica.

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