Jorge Bento Silva conviveu sempre com o pior da espécie humana. Dedicou toda a carreira à luta contra o terrorismo, esteve décadas na Comissão Europeia a trabalhar de perto nas relações externas com países como Iémen, Iraque, Turquia e Rússia. Fez parte das equipas de segurança que lidaram com os atentados de Madrid, do Charlie Hebdo, do Bataclan e de Nice. Combateu o tráfico de órgãos e de crianças. Diz que para entender o que se passa na cabeça de um terrorista, em qualquer parte do mundo, é preciso ter empatia, abrir as tripas ao sofrimento dos outros. E acredita que esse sofrimento dos outros, que foi acumulando nos últimos 35 anos, foi uma das principais causas do cancro da próstata, que lhe foi diagnosticado há 14 anos. No podcast 'Tenho Cancro. E Depois?', Jorge Bento Silva relata a sua experiência, ao lado do psiquiatra Pedro Macedo.

Tia Cátia: “Cozinhar para mim e para os outros continuou a ser um refúgio durante o tratamento do cancro da mama. O prazer manteve-se”
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Andreia Catarino: “Ao quarto cancro fiquei revoltada. Falei mesmo com o universo: 'Isto já é ridículo.' Nem é um bom guião de filme”
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Helena Costa: “O cancro do pulmão foi um choque grande, uma pessoa pensa que é dos piores. Não dormia sem os comprimidos para a ansiedade”
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