O alegado assalto ao gabinete de André Ventura na Assembleia da República tem sido remetido pelo Chega para uma posição de esquecimento. Se o partido viu, alegadamente, alguém entrar, em Julho, num espaço reservado com o objectivo de roubar documentação que, alegadamente, estaria relacionada com os casos de Luís Neves, o silêncio do Chega do último mês não deixa de ser estranho (e atípico face ao historial do partido).
Das duas uma: ou há uma situação muito grave de um assalto a um gabinete de um partido no interior da Assembleia da República ou há uma encenação de crime por parte do partido que disse ter sido vítima, também esse um cenário que constitui um crime. Ventura assobia para o lado e não respondeu, nesta terça-feira, às provocações do líder parlamentar do PSD, Hugo Soares. O que esconde e quer continuar a esconder André Ventura?

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