Em uma pulverização convencional, o defensivo é aplicado em toda a área. Mas e se a máquina pudesse enxergar cada planta, identificar onde está a daninha e aplicar somente onde é necessário?
O problema não é apenas quanto produto usamos.
É quanto aplicamos onde não precisava aplicar.
Neste episódio do Rural Talks, recebo Eduardo Marckmann, fundador e CEO da SaveFarm, para entender como câmeras, inteligência artificial e retrofit estão mudando a lógica da pulverização no campo.
A tecnologia instala câmeras ao longo da barra do pulverizador, identifica plantas daninhas em tempo real e decide onde aplicar e em qual dose, sem depender de conexão com a internet.
E isso muda a conta.
Segundo Eduardo, considerando as mais de 300 máquinas instaladas, a economia média de herbicidas fica entre 70% e 73%, com casos em que o investimento se pagou já na primeira safra.
Mas reduzir o uso de químicos é apenas a primeira camada.
As imagens captadas pelas máquinas começam a gerar mapas e uma nova base de dados sobre o que está acontecendo na lavoura. A próxima fronteira é usar essas informações para identificar insetos, fungos e outros problemas que hoje ainda passam despercebidos.
E talvez o ponto mais interessante seja que essa transformação não exige necessariamente trocar o parque de máquinas.
O retrofit permite colocar câmeras, processamento e inteligência artificial em pulverizadores que já estão no campo, inclusive máquinas com muitos anos de operação.
Uma conversa que mostra uma mudança de lógica na agricultura:
Antes, pulverizávamos hectares.
Agora, começamos a pulverizar somente onde existe um problema.
E talvez daqui a alguns anos a aplicação em área total pareça tão distante quanto hoje parece operar uma máquina sem piloto automático.
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