“Quando temos conectividade, enxergamos muitas possibilidades.” frase da capa
— Jhovan Terra, Belém Bioenergia Brasil
Em uma operação de 49 mil hectares de palma, distribuídos por 42 fazendas no Pará, havia equipes que faziam seus apontamentos agrícolas offline e precisavam encontrar conexão para sincronizar os dados.
O problema não era apenas ficar sem internet.
Sem o dado chegando a tempo, a decisão também chegava atrasada.
Neste episódio do Rural Talks, recebo Jhovan Terra, gerente de Tecnologia da Informação da Belém Bioenergia Brasil, para entender como a conectividade está transformando uma operação com mais de 4 mil colaboradores no coração da Amazônia.
A empresa está avançando de uma comunicação baseada principalmente em rádio e processos offline para uma operação cada vez mais conectada.
E isso muda a produção.
Na palma, existe o momento certo para colher. Se o fruto passa do ponto, perde qualidade e pode perder valor. Quanto mais rápido o dado chega, mais rápido a gestão consegue identificar onde está a produção e direcionar as equipes para o dia seguinte.
Mas conectar o campo é apenas a primeira camada.
A Belém Bioenergia já estruturou um Data Lake, começa a integrar informações agrícolas, industriais, financeiras e logísticas e avança no uso de inteligência artificial para transformar essa massa de dados em decisões.
A próxima etapa é um centro de operações funcionando 24 horas, acompanhando a atividade em tempo real e conectando o que acontece no campo à gestão.
E o impacto ultrapassa a porteira: a expansão da conectividade também está chegando às comunidades rurais do entorno, ampliando o acesso à internet e a serviços digitais.
Uma conversa que mostra uma ordem que muitas vezes esquecemos quando falamos de transformação digital no agro:
Antes da IA, precisamos do dado.
E antes do dado, precisamos conectar o campo.
Escute no YouTube ou no seu streaming de preferência.

Rural Talks #182: Trapview — Praga. Dado. Decisão.
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