

António Vitorino: Como restaurar o poder da lei internacional?
António Vitorino analisa a fragmentação geopolítica atual. Rejeita a bipolaridade entre EUA e China, compreende os desafios da ONU com Guterres e afirma que o poder global não voltará a ser o do passado.

António Araújo: Sobreviverá a democracia à perda de confiança?
O historiador acredita que “o que decide eleições é o custo de vida, não o apego à liberdade e à democracia”. Fala em “democracia de conforto” e alerta para a enorme concentração de riqueza dos “tecno-biolionários”.

João Correia: Quanto do nosso futuro depende do oceano?
O biólogo marinho quer que Portugal seja um santuário de tubarões. João Correia defende que "é urgente diminuir a pesca comercial" e "travar a loucura" da intensa exploração dos oceanos.

Mónica Ferro: O que devemos uns aos outros?
A diretora do Fundo da População da ONU diz que todos os dias morrem 760 mulheres na gravidez, parto ou pós-parto. Há pelo menos 6 anos que estes números não baixam.

Patrícia Portela: Como é que as artes veem o mundo?
A escritora e performer Patrícia Portela diz que «a vida tem pouca arte para imitar» e que «estamos a imitar uma cópia má de nós próprios».

Eduardo Souto Moura: As cidades estão a substituir os países?
É um dos mais consagrados arquitetos mundiais. Gosta de cidades densas e gostava de fazer habitação social em Portugal. Não percebe porque não se faz mais. A verdade é que também nunca ninguém lhe pediu...

Pedro Santa Clara: Estamos preparados para o futuro?
Pedro Santa Clara diz que 'a democracia falhou flagrantemente' na educação. Tem projetos inovadores e assume a urgência de treinarmos 5 milhões de trabalhadores a usar a Inteligência Artificial.

Rui Oliveira Lopes: Porque é que colecionamos?
O museólogo Rui Oliveira Lopes desfez-se da sua biblioteca quando foi viver para o Brunei, mas regressou com outra… Diz que devia haver um museu dos objetos imaginários, que incluisse o escudo de Ajax, por exemplo.

Onésimo Teotónio Almeida:Portugal,um lugar ou uma forma de estar?
Sem esquecer a geografia e a história, a língua é o grande fator identitário. Quem o diz é Onésimo Teotónio Almeida, açoriano, professor, ensaísta, residente nos EUA desde 1972.

Ana Bárbara Pedrosa: Quem está do outro lado da porta?
A escritora Ana Bárbara Pedrosa nasceu em Vizela e vive em Lisboa. Diz que a casa é, por vezes, um espaço de reclusão e de sossego: «A ideia de convívio pode ser vista como uma intrusão».