Olá, eu sou Leo Lopes e num oferecimento da Auphonic - seu piloto automático de áudio, está de volta o Pod Notícias, o podcast que traz até você um resumo de tudo o que acontece de mais importante no mercado de podcasts no Brasil e no mundo!
Hoje é segunda-feira, dia 26 de outubro de 2026, e esta é a nossa 41ª edição!
Caso você ainda não saiba, a partir de agora o Pod Notícias tem também uma Newsletter, enviada diretamente para o seu e-mail 3x por semana, sempre às 9 da manhã, pra você acompanhar de perto toda a movimentação do nosso mercado, que cresce a cada dia.
Na edição de segunda você recebe o resumo do episódio da semana com os links pra ouvir no seu agregador preferido, e na quarta e na sexta você recebe as principais notícias dos últimos dias, que não necessariamente vão entrar no podcast.
Então se você é ouvinte, podcaster, trabalha em produtora, agência ou representa alguma marca, ou atua em qualquer etapa da cadeia produtiva de podcasts, não deixe de assinar a nova Newsletter agora mesmo em podnoticias.com.br/newsletter!
1. 22 anos de podcast no Brasil: a audiência chegou, agora falta o dinheiro
Na última quarta-feira, dia 21 de outubro, o podcast no Brasil completou 22 anos. Foi nessa data, em 2004, que o Danilo Medeiros publicou o primeiro episódio do Digital Minds, e de lá pra cá a mídia que começou como passatempo de um pequeno grupo de entusiastas virou parte do dia a dia de milhões de brasileiros. Se nos 20 anos a gente comemorava uma mídia consolidada, o retrato de 2026 mostra um mercado que cresceu em audiência numa velocidade impressionante, mas que ainda corre atrás de uma coisa: dinheiro.
Os números deste mês dão uma boa ideia do tamanho que a gente já tem. Uma pesquisa global da NielsenIQ encomendada pela Audible, com 18 mil pessoas em 11 países, colocou o Brasil como líder em crescimento do consumo de áudio falado: 46% dos brasileiros disseram que ouviram mais áudio nos últimos 12 meses, à frente do México (44%), do Reino Unido (38%) e dos Estados Unidos (35%). E dados apresentados no Podcast Movement, a partir de uma pesquisa do grupo sueco PodX, estimam que o Brasil já tem 80 milhões de ouvintes de podcast, mais do que Colômbia, Chile e Argentina somados, com 44% de consumo semanal, praticamente empatado com os Estados Unidos (45%). São estimativas apresentadas em palco, sem metodologia publicada, mas a direção é clara.
E as grandes plataformas perceberam. O Spotify marcou justamente pra terça-feira, dia 20, véspera do aniversário, a chegada ao Brasil do Partner Program, que remunera criadores pelo consumo de vídeo dos assinantes Premium. Segundo a Camila Justo, head de podcasts do Spotify no Brasil, o país virou prioridade pela velocidade com que abraçou o vídeo. Uma semana antes, a empresa também tinha lançado audiolivros por aqui, com mais de 6 mil títulos em português e 12 horas mensais incluídas no Premium, e o YouTube já negocia com editoras pra entrar na mesma disputa em 2027.
Do lado de quem produz, os 22 anos têm cara de indústria. O Nerdcast celebrou os seus 20 anos com a primeira Nerdcon, que reuniu mais de mil pessoas em São Paulo. O Grupo Podpah fechou uma parceria com a Endemol Shine Brasil, a produtora do BBB, pra criar realities. A jornalista Joanna de Assis deixou a Globo depois de 20 anos e foi pro Charla Podcast, onde vai coordenar a cobertura da Copa do Mundo Feminina de 2027. E tem podcast vendendo ingressos, como o Caso Bizarro, que grava com plateia no Teatro YouTube até dezembro.
Mas é no dinheiro que mora o maior desafio. Pelas estimativas apresentadas no mesmo painel da PodX, Brasil e México somados faturam cerca de 120 milhões de dólares por ano em publicidade em podcast, enquanto os Estados Unidos sozinhos faturam 2,4 bilhões. E os dados da última PodPesquisa mostram que só 18% dos produtores brasileiros conseguem algum tipo de patrocínio. É nesse cenário que a abPod, que acabou de completar 20 anos, abre no dia 10 de novembro uma nova campanha de associados, com filiação gratuita pra ouvintes e podcasters independentes, e já planeja pra 2027 o seu primeiro grande evento, possivelmente junto com o lançamento da próxima PodPesquisa.
Vinte e dois anos depois daquele primeiro episódio do Digital Minds, a audiência já chegou. O desafio agora é transformar essa audiência num mercado do tamanho dela. Parabéns a todo mundo que faz parte dessa história, de quem ouve a quem produz!
Fonte: Artigo de Leo Lopes no Linkedin do Pod Notícias
2. Mercado global de podcast já quase bate a marca de 1 bilhão de usuários, segundo a MIDiA Research
Um novo relatório da MIDiA Research, o Podcast Market Shares 2025, mostra o tamanho que o mercado de podcast já alcançou: 965 milhões e 400 mil usuários mensais de plataformas de podcast no mundo todo no quarto trimestre de 2025 - ou seja, a indústria está quase batendo a marca de 1 bilhão. O YouTube lidera com 308,2 milhões de usuários e 32% de participação, tendo somado 27 milhões de usuários novos só em 2025, enquanto o Spotify ganhou 10,8 milhões e a Apple Podcasts, apenas 2 milhões.
No ranking geral por participação, quem aparece em segundo lugar é a Ximalaya FM, com 29,2% - só que quase toda essa audiência vem da China, o que deixa o Spotify em terceiro lugar global e a Apple Podcasts em quarto no mundo (terceiro fora da China). Juntos, YouTube e Spotify já dominam metade do mercado mundial, e o número de contas mensalmente ativas em podcast cresceu 184% desde 2020.
A MIDiA aponta que essa concentração em plataformas multiuso deixa serviços só de áudio, como Audible, BBC Sounds e NPR, numa posição estruturalmente mais frágil.
Vale observar como esse crescimento todo está concentrado em plataformas que vendem muito mais do que áudio, o que levanta a pergunta de quanto espaço ainda sobra pra quem aposta só no podcast raiz.
Fonte: Podnews (release da MIDiA Research)
AINDA EM NOTÍCIAS DA SEMANA
3. América Latina já tem mais ouvinte de podcast do que os Estados Unidos, segundo executivos do setor
Durante o Podcast Movement 2026, a Manuela Walfenzao, cofundadora do Oronda Studio, no México, e o Luciano Banchero, fundador da argentina Posta, apresentaram dados de uma pesquisa do grupo sueco PodX que marcam uma virada pro mercado latino-americano: a região já teria 168 milhões de ouvintes de podcast, contra cerca de 167 milhões nos Estados Unidos. Dentro desse total, o Brasil aparece com 80 milhões de ouvintes, mais do que Colômbia, Chile e Argentina somados, com a projeção de que a América Latina chegue a 178 milhões de ouvintes já em 2027. No consumo semanal, o México lidera com 50%, o Brasil vem com 44% e os Estados Unidos ficam com 45% - os três bem próximos.
No dinheiro, porém, a distância continua grande: Brasil e México somados faturam cerca de 120 milhões de dólares por ano em publicidade em podcast, enquanto os Estados Unidos sozinhos faturam 2,4 bilhões. Os palestrantes também citaram casos de sucesso da região, como os mexicanos Relatos de la Noche e La Cotorrisa, entre os 20 programas mais ouvidos da história do Spotify, o Club del Cringe, com mais de 19 milhões de reproduções no YouTube, e a ficção chilena Pétrea, financiada pela companhia aérea SKY e vencedora do Prêmio Ondas.
Fonte: CastNews
4. Carga de anúncio em podcast "pisca amarelo" de novo, e metade do público já diz que tem anúncio demais
Duas pesquisas da série The Podcast Study 2026, feitas pela Strategic Solutions Research e pela Point-To-Point Marketing com apoio da Crooked Media, da NPR e da PRX, trazem um alerta sobre a quantidade de publicidade nos podcasts: só 8,6% dos ouvintes aceitariam mais anúncio pra manter o programa de graça, enquanto 54,8% dizem que os podcasts que escutam já têm anúncio demais. Cerca de 1 em cada 5 ouvintes afirma que a publicidade já fez reduzir o consumo de podcast, e quem é mais engajado tem mais do que o dobro de chance de pular o episódio inteiro só por causa do anúncio.
O estudo também aponta onde vale investir em vez de simplesmente empilhar anúncio: 40% dizem que um anúncio lido pelo próprio apresentador influencia de verdade a experimentar ou comprar um produto, contra só 26,6% do anúncio pré-gravado, e quase metade do público, 48,5%, toparia entrar de graça num clube VIP de um programa que já acompanha. Mais de 8 em cada 10 abririam um e-mail do apresentador favorito, e 46,7% já comprou um produto ou foi a um evento ligado ao podcast que escuta.
Fonte: Podnews (press release)
5. YouTube entra na disputa dos audiolivros, de olho no Spotify e na Audible pra 2027
Segundo reportagem do Wall Street Journal, repercutida por aqui pela CastNews e por veículos como o Canaltech, o YouTube está em conversas com editoras pra criar uma seção dedicada a audiolivros dentro da plataforma, com lançamento previsto pra 2027. A ideia é integrar o recurso ao YouTube Premium, mas o projeto ainda está numa fase inicial e a empresa não confirmou a informação oficialmente. Ainda não está definido se a assinatura vai dar acesso ilimitado aos audiolivros, se vai ter limite de horas por mês, ou se vai dar pra comprar título avulso.
Hoje já existe um universo grande de audiolivro solto no YouTube, boa parte em obra de domínio público, mas também muita gravação publicada sem autorização de quem detém os direitos - e até audiolivro feito com inteligência artificial, com narração sintética, sem permissão de ninguém.
Se entrar de verdade nesse mercado, o YouTube vai competir direto com quem já se estabeleceu por aqui: o Spotify inclui 12 horas mensais de audiolivro no Premium e cobra R$ 17,90 por mês pelo complemento Audiobooks+, a Audible tem plano único de R$ 19,90 com catálogo ilimitado, e o próprio YouTube Premium, sem anúncio, já custa a partir de R$ 26,90 por mês no Brasil.
Com Audible, Spotify e agora o YouTube de olho no mesmo pedaço do bolo, o audiolivro virou claramente a nova fronteira de disputa entre as grandes plataformas de áudio.
Fonte: Canaltech
6. BBC Studios contrata a Ozen.fm pra vender publicidade de podcast na América Latina
A BBC Studios anunciou a Ozen.fm - rede da qual nós já fazemos parte - como parceira exclusiva de venda de publicidade pra todo o catálogo de podcast da emissora britânica em cinco mercados: Brasil, México, Chile, Colômbia e Argentina. O acordo cobre mais de 500 títulos, entre atuais e de arquivo, nas áreas de notícia, atualidades, cultura, história, educação, ciência, negócio e entretenimento - incluindo programas globais como o Global News Podcast e o 6 Minute English, além de títulos já em português, como Que História!, BBC Lê, BBC Investiga e As Estranhas Origens das Guerras Culturais. A Ozen.fm vai cuidar do processo completo de campanha: planejamento, contratação, inserção dinâmica de anúncio e relatório de desempenho, sempre dentro das regras editoriais da própria BBC.
A Alanna Vaughns, que lidera a área comercial da BBC Studios Audio, disse que a América Latina é um mercado de crescimento importante pros podcasts da emissora. Do lado da Ozen.fm, o presidente e cofundador Rodrigo Tigre afirmou que o papel da empresa vai além de disponibilizar o inventário - a ideia é ajudar o anunciante a achar o conteúdo mais relevante pra cada mensagem. A BBC Studios faturou 2,1 bilhões de libras no último ano, com mais de 200 milhões de libras de lucro.
É mais um sinal de que a publicidade em podcast por aqui finalmente está despertando o interesse de marcas e agências internacionais que, até pouco tempo, nem olhavam pro nosso mercado.
Fonte: Net Influencer
E MAIS
7. Substack lança inserção dinâmica de anúncios para os podcasts que hospeda
O Substack anunciou que vai oferecer inserção dinâmica de anúncios pros podcasts hospedados na própria plataforma. Você sabe como funciona, né? Em vez de o anúncio vir gravado dentro do arquivo do episódio, ele passa a ser inserido no momento do download ou da transmissão, o que permite trocar a peça depois de publicada, sem precisar reeditar nada. Quem produz pode rodar campanha com patrocinador próprio, veicular anúncios diferentes pra ouvintes diferentes e atualizar peças em todo o catálogo de uma vez. Também existe a opção de deixar marketplaces de publicidade de terceiros preencherem os intervalos marcados no episódio, com o criador definindo limites como quantidade de anúncio e tipo de patrocinador aceito.
A inscrição pro acesso antecipado já está aberta, mas o Substack não divulgou data de lançamento geral nem como vai funcionar a divisão de receita entre plataforma e criador - a própria empresa diz que a monetização plena só deve começar de verdade em 2027. A plataforma também conseguiu a certificação do IAB Tech Lab pra medição de download de podcast.
Fonte: Sounds Profitable
8. Quem são os “super-gastadores” que sustentam boa parte da publicidade em podcast
Um novo relatório da Sounds Profitable, batizado de Super Spenders e publicado como edição especial do Podcast Atlas, mostra que 39% dos consumidores de podcast fizeram alguma compra motivada por anúncio ouvido no formato nos últimos três meses - e que 28% desses compradores, ou 11% de todo o público de podcast, gastaram 300 dólares ou mais. É esse grupo de "super-gastadores" que responde por cerca de 62% de todo o gasto de publicidade em podcast que as pessoas conseguem lembrar ter motivado.
O levantamento aponta esse público como early adopter e mais plural no consumo: usa em média 6,9 plataformas por mês, contra 6,1 de quem gasta menos, e acompanha 6,8 gêneros de podcast, contra cerca de 5 da média geral, concentrados em categorias que o mercado publicitário ainda subestima, como tecnologia, games, negócios e conteúdo infantil e de família. São mais jovens, com idade média de 39,4 anos, e 60% homens. Setenta e cinco por cento assinam alguma newsletter de podcast, contra 38% do público geral, e 44% compram com frequência depois de um anúncio feito pelo criador, contra 20% de quem gasta menos.
Esse tipo de recorte ajuda a explicar por que newsletter e anúncio lido pelo próprio apresentador seguem rendendo tanto mais do que anúncio genérico - é exatamente o público que mais gasta que presta mais atenção nesse formato.
Fonte: Sounds Profitable
9. Spotify lança o Memberships, um jeito de o criador cobrar assinatura direto dos fãs dentro do próprio app
O Spotify anunciou o Memberships, uma ferramenta que deixa o criador oferecer conteúdo exclusivo e vantagens de comunidade pros fãs mais fiéis, tudo dentro do próprio aplicativo. O fã assina, paga e acessa esse conteúdo sem precisar sair do Spotify, e o criador fica com 90% do que arrecadar, podendo escolher como empacotar e precificar a assinatura, com várias opções de cobrança e níveis de acesso diferentes. Mas não é todo programa que entra: pra habilitar o recurso, é preciso ter pelo menos 100 horas de consumo acumuladas, 100 ouvintes ou espectadores e três episódios publicados, com a configuração feita pelo Spotify for Creators ou pelo Megaphone.
A plataforma também promete ferramentas pra ajudar a crescer essa audiência pagante, como análise de conversão de fã pra assinante e promoção por e-mail segmentado, além de deixar exportar os dados de quem assinou, incluindo o e-mail, pra quem quiser manter contato com esse público fora do Spotify.
É a enésima tentativa de uma plataforma criar uma camada de monetização direta entre criador e fã, só que dessa vez dentro de casa mesmo, sem precisar mandar o ouvinte pra um Patreon ou pra um Substack. Vamos acompanhar.
Fonte: Spotify for Creators
10. O botão de seguir perdeu a força: quem manda na sua audiência agora é o algoritmo
Durante mais de dez anos, a lógica de curtir, seguir e se inscrever foi a base da economia de quem cria conteúdo: você seguia um canal e tinha a garantia de receber tudo que ele publicasse depois.
Segundo um conjunto de dados e análises do setor, com destaque pras reflexões de Steven Goldstein, da Amplifi Media Advisors e professor da NYU, e de Jack Conte, CEO do Patreon, esse acordo está definitivamente quebrado: YouTube, Spotify e Apple Podcasts desconectaram o ato de seguir um perfil daquilo que o usuário realmente assiste, e transferiram o poder de distribuição pra sistemas de recomendação preditiva, movidos a inteligência artificial.
No YouTube, as recomendações algorítmicas já respondem por mais de 70% de todo o tempo de exibição, e a taxa de clique no feed de inscritos raramente passa de 10%. O TikTok leva isso ainda mais longe: 85,1% de tudo que é visto por lá vem da aba "Para Você", contra só 0,3% da aba de contas seguidas. O Spotify jogou os programas seguidos pra uma aba secundária, com a tela inicial virando vitrine de sugestão estilo Netflix, e a Apple Podcasts suspendeu o download automático de episódio pra quem fica inativo por um tempo.
O recado pra quem produz é direto: parar de depender só do botão de inscrição e passar a vender o valor de cada episódio por si só, com canal próprio - newsletter, comunidade paga - que não fique subordinado à vontade do algoritmo.
Fonte: CastNews
HOJE NO GIRO SOBRE PESSOAS QUE FAZEM A MÍDIA
11. Grupo Podpah e Endemol, criadora do BBB, fecham parceria para realities
O Grupo Podpah, dos apresentadores Igão e Mítico, fechou uma parceria com a Endemol Shine Brasil, a produtora por trás do Big Brother Brasil, pra desenvolver três projetos internacionais de reality show. O acordo foi assinado no dia 13 de outubro e, dos três títulos previstos, só um já foi revelado: uma versão digital do Temptation Island, reality que já passou pelo Brasil duas vezes - primeiro como Ilha da Sedução, no SBT, em 2002, e depois como Ilha da Tentação, na Amazon Prime Video, em 2024, com Flávia Alessandra e Otaviano Costa no comando.
A parceria tem duas frentes: adaptar formatos de TV consagrados pra linguagem digital e criar propriedade intelectual original, com o Podpah distribuindo tudo nos próprios canais, como a Podpah TV e a Madhouse TV. A previsão é que os três projetos cheguem ao público só em 2027.
O CEO do Podpah, Victor Assis, chamou o acordo de sinal de maturidade do grupo como ecossistema de entretenimento, e a CEO da Endemol Shine, Nani Freitas, falou em construir uma nova geração de franquias de conteúdo juntando propriedade intelectual global com a comunidade que o Podpah já tem.
Fonte: CastNews
12. Adam Curry, que ajudou a criar o próprio termo "podcasting," vai deixar o "No Agenda" depois de mais de duas décadas
Adam Curry, o nosso “podfather”, um dos caras mais históricos da nossa mídia - ele ajudou a criar o próprio termo "podcasting" e o formato de distribuição automática de áudio, ainda no comecinho dos anos 2000 -, anunciou que vai se afastar do "No Agenda", o programa de notícias e comentário que apresenta desde 2007. O episódio do dia 29 de outubro vai ser o último dele à frente do programa, mas ele disse esperar que o "No Agenda" continue de alguma forma, mesmo sem ele.
O anúncio foi feito no seu outro podcast, o "We Get To Do This", de conteúdo voltado pra fé, e veio carregado de emoção: o co-apresentador histórico do "No Agenda", John C Dvorak, morreu ainda este ano, e Curry foi direto ao dizer que, quando Dvorak morreu, o programa morreu como todo mundo o conhecia.
É sempre complicado ver um programa tão identificado com uma dupla original seguir adiante sem um dos dois - às vezes a química entre duas pessoas é tão parte do produto que não tem substituição possível mesmo.
Fonte: Podnews
SOBRE LANÇAMENTOS
13. IPT lança o podcast "Ciência dos Negócios", sobre ciência, inovação e mercado
O Instituto de Pesquisas Tecnológicas de São Paulo, o IPT, estreou nesta semana um podcast novo: o Ciência dos Negócios, que se propõe a conectar ciência e inovação com oportunidades reais de mercado, tirando a pesquisa aplicada do laboratório e levando ela pra conversa sobre negócio de verdade.
O episódio de estreia, publicado no dia 22 de outubro no canal do IPT no YouTube, recebe o engenheiro químico Marcos Iório, vice-diretor do CCD Circula e gerente executivo do CEMPRE, o Compromisso Empresarial para Reciclagem. A conversa parte da ideia de que "desperdício" é uma invenção humana pra discutir por que a economia circular virou pilar estratégico de empresa, passando por como a pesquisa aplicada transforma embalagem e resíduo orgânico em ativo econômico, pelo caso viral do papel-suporte das figurinhas da Copa do Mundo e pelas novas leis, decretos e incentivos fiscais que estão reorganizando o setor de reciclagem no Brasil.
Por enquanto o programa está disponível só no YouTube do IPT, com apoio também do Instagram e do LinkedIn da instituição.
Fonte: IPT (YouTube)
Este episódio conta com o apoio da Auphonic.
Todo podcaster já passou por aquela gravação em que praticamente tudo dá errado, né? Uma voz mais alta, outra mais baixa, eco da sala, chiado de fundo, "éééé", pigarro e aquelas pausas longas que parecem não acabar nunca. Soa familiar?
É aí que entra a Auphonic, o seu piloto automático de áudio, que já ajuda mais de 2 milhões de pessoas no mundo inteiro. Ela não só melhora o seu áudio, ela salva a sua gravação, resolvendo problema por problema.
O nivelamento adaptativo equilibra todas as vozes. A redução de ruído e de reverberação dá um jeito na acústica da sua sala. A equalização automática molda o seu som, os vícios de linguagem e os silêncios são cortados automaticamente, e a meta de loudness definida com um clique deixa o episódio pronto pra qualquer plataforma. Tudo isso funciona tanto pra áudio quanto pra vídeo.
E não para por aí. Reconhecimento de voz e transcrição, edição multipistas e legendas automáticas estão disponíveis em todos os planos, inclusive no gratuito. Ele te dá 2 horas de tratamento de áudio por mês, sem restringir nenhuma função.
Da gravação bagunçada ao episódio com qualidade de estúdio, com um clique.
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O Pod Notícias é um podcast original da Rádiofobia Podcast e Multimídia produzido por mim, Leo Lopes, e publicado pela Rádiofobia Podcast Network, que conta com a colaboração de Camila Nogueira na arte.
Obrigado pela sua audiência e até o próximo episódio!
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