Terremotos, tornados, ciclones, enchentes e outros fenômenos naturais podem acontecer de forma devastadora. Mas, se não é possível impedir que eles ocorram, a tecnologia pode ajudar a reduzir seus impactos.
Hoje, sismógrafos, satélites, estações meteorológicas e diferentes sistemas de monitoramento trabalham juntos para identificar riscos e acompanhar mudanças na atmosfera e na superfície da Terra. Esses dados permitem emitir alertas com antecedência e ajudam autoridades e populações a se preparar para situações extremas.
A inteligência artificial também começa a ganhar espaço nesse processo. Segundo o professor Francisco de Assis Mendonça, do Programa de Pós-graduação em Geografia da Universidade Federal do Paraná (UFPR), a tecnologia tem ajudado principalmente a acelerar a análise de grandes volumes de informações, correlacionar diferentes variáveis e transformar dados técnicos em informações que possam chegar mais rapidamente à população.
Mas prever é apenas parte do desafio. Um alerta só consegue salvar vidas quando chega às pessoas de maneira clara e quando elas sabem o que fazer depois de recebê-lo.
Na entrevista, Mendonça explica que o Brasil ainda passa por uma mudança de cultura: sair de uma lógica focada em remediar os danos depois de uma tragédia para investir cada vez mais em prevenção e preparação. Também é necessário melhorar a comunicação e criar infraestrutura para que as pessoas saibam onde buscar proteção em uma emergência.
No novo episódio do Podcast Canaltech, a gente explica até onde a tecnologia já consegue antecipar fenômenos naturais, qual é o papel dos satélites e da inteligência artificial nesse monitoramento e o que ainda precisa evoluir para que previsões cada vez mais precisas realmente ajudem a salvar vidas.
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Este podcast foi roteirizado e apresentado por Fernanda Santos e contou com reportagens de Nathan Vieira, Bruno Bertonzin e Marcelo Fischer.
A trilha sonora é de Guilherme Zomer, a edição de Lívia Strazza e a arte da capa é de Erick Teixeira.
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