A inteligência artificial está avançando rapidamente, mas existe uma infraestrutura física por trás de cada resposta de um chatbot, recomendação de um aplicativo ou sistema que usa IA. E justamente essa infraestrutura enfrenta um período de forte pressão.
Um estudo da ISG aponta que a escassez de componentes de alto desempenho, como GPUs, CPUs e SSDs, pode continuar até 2027 ou 2028. A demanda cresceu rapidamente com a popularização da inteligência artificial, enquanto ampliar a capacidade mundial de fabricação de chips pode levar anos.
Esse cenário já está mudando a forma como as empresas acessam poder computacional. Grandes provedoras de nuvem conseguem garantir fornecimento por meio de contratos e compromissos de compra, enquanto outras empresas enfrentam filas, preços elevados e acabam recorrendo à nuvem pública em vez de montar uma infraestrutura própria.
No Brasil, porém, existe uma combinação que pode abrir oportunidades. O país recebeu bilhões de dólares em investimentos em data centers e conta com ampla oferta de energia de fontes renováveis. Segundo Pedro L. Bicudo Maschio, autor do estudo ISG Provider Lens sobre o mercado brasileiro, um dos principais obstáculos hoje está no custo para importar o hardware necessário.
No novo episódio do Podcast Canaltech, conversamos com Pedro L. Bicudo Maschio, pesquisador e autor do estudo ISG Provider Lens sobre o mercado brasileiro de nuvem híbrida e serviços de data center para entender por que existe uma disputa por chips, como isso está fortalecendo o mercado de nuvem e o que pode mudar com o Redata.
Na avaliação do pesquisador, a redução dos custos de hardware pode ajudar o Brasil a se tornar um centro regional de infraestrutura de nuvem e inteligência artificial.
A conversa também mostra por que esse assunto não interessa apenas às empresas de tecnologia. A infraestrutura de IA já está por trás de aplicativos, serviços digitais e sistemas usados diariamente e pode influenciar o custo e a disponibilidade de novas soluções.
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Este podcast foi roteirizado e apresentado por Fernanda Santos e contou com reportagens de Marcelo Fischer e Bruno Bertonzin.
A trilha sonora é de Guilherme Zomer, a edição de Yuri Souza e a arte da capa é de Eric Mockaitis.
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