A escolha de Paulo Raimundo não foi apenas uma surpresa para a bolha mediática e política. Mesmo muitos militantes do PCP, que conhecem bem um dos cinco dirigentes que acumulava a presença no Secretariado e na Comissão Política, ficaram espantados. Paulo Raimundo entra para a liderança do partido depois de várias derrotas. A geringonça parece ter sido um péssimo negócio eleitoral para o PCP. A juntar a isto, a posição dos comunistas sobre a guerra da Ucrânia alimentou um coro de críticas que não sabemos até que ponto abalou a sua base de apoio. Estes são momentos difíceis para um dos poucos partidos comunistas que mantém uma força eleitoral autónoma na Europa. Mantém uma grande influência no mundo sindical, mas a força dos sindicatos é muito inferior à do passado. O que está em causa não é apenas uma perda eleitoral, mas, ao contrário do que aconteceu na crise dos anos 90, uma perda de influência social.

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