Saiu do governo há menos de um ano por causa do episódio da indeminização a Alexandra Reis. Não desejava seguramente este calendário, que lhe roubou tempo à travessia no deserto, com lugar na televisão, que lhe permitiria preparar a sua candidatura e deixar para mais distante os episódios que levaram à sua demissão. Mas em política não se fazem planos, apesar de há muito tempo planear este caminho. Pedro Nuno Santos foi um dos principais obreiros dos entendimentos à esquerda, ocupando o lugar central da secretaria de Estado dos assuntos parlamentares, onde se fazia negociação com o Bloco e o PCP, tendo-lhe sido atribuído o talento negocial de manter uma geringonça de pé. Foi catapultado para o Ministério das Infraestruturas onde o esperava um presente envenenado, dificultado pela relação tensa que foi mantendo com António Costa.
Ouça aqui a entrevista ao outro candidato, José Luís Carneiro.

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