O chavismo foi decapitado, mas ainda ão morreu. Os EUA capturaram Nicolas Maduro, presidente da Venezuela, preso numa cadeia de Nova Iorque, mas quem lhe sucedeu foi Delcy Rodríguez, a sua vice-presidente.
Porque é que os EUA consideravam Maduro um líder autoritário e ilegítimo e não têm a mesma opinião sobre a presidente interina?
O objectivo de Washington baseia-se em saber quem melhor servirá os seus interesses. No fundo, a conclusão, como se escrevia no El Pais, é esta: “Maduro não, Delcy sim; petróleo sim, democracia não; a oposição ganhou, mas agora estorva”.
Donald Tump e Marco Rubio vão ficar por aqui ou pretendem aplicar a receita da Venezuela a outros países da América Latina, que reivindicam como área de influência, sem qualquer respeito pela soberania de terceiros e pelo direito internacional?
A Gronelândia também pode ser um alvo deste neo-imperialismo? Neste episódio, Andrés Malamud, investigador em ciência política do Instituto de Ciências Sociais da Universidade de Lisboa, explica que a manutenção do regime foi a forma de manter o controlo do país. E que a União Europeia tem dois inimigos: a Rússia e os EUA.

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