O preço mundial do petróleo subiu na sexta-feira. Para tentar baixar o preço, os EUA aliviaram as sanções sobre países que comprem petróleo e produtos petrolíferos russos.
A União Europeia classificou a decisão como “muito preocupante”. A Rússia agradece, pois pode vender cerca de 100 milhões de barris de petróleo actualmente em trânsito.
Afinal, o que era uma “pequena excursão”, na expressão de Donald Trump, arrisca-se a ser a maior crise energética da história. O ataque ao Irão revelou-se um ataque à “economia mundial”, como lhe chamou a Economist.
Trump foi eleito para acabar com as guerras e baixar a inflação, mas o que está a acontecer é o contrário. Os EUA terão gastado cerca de 11 mil milhões de euros, só nos primeiros seis dias, diz a CNN.
Trump já disse que a guerra ia acabar em breve. Israel envolveu-se numa nova frente de guerra no Líbano e o Irão promete não desistir. Mojtaba Khamenei, o novo ayatollah, prometeu, na sua primeira declaração pública, a “vingança dos mártires”.
Por outro lado, o presidente iraniano diz que a “única maneira de acabar com esta guerra “é reconhecer os direitos legítimos do Irão, pagar reparações e obter firmes garantias internacionais contra futuras agressões”. Quem decide quando acabará esta guerra?
Pedro Ponte e Sousa, professor de Relações Internacionais da Universidade Portucalense e investigador do IPRI, é o convidado deste episódio.

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