O primeiro-ministro húngaro tem, no próximo dia 12 de Abril, o maior teste de resistência da sua carreira política. O que antes parecia um passeio eleitoral para Viktor Orbán e para o partido que lidera, o Fidesz, transformou-se, nos últimos meses, num campo de batalha pela sobrevivência do modelo da 'democracia iliberal' que implementou na Hungria.
A ascensão meteórica de Péter Magyar e do partido Tisza baralhou as contas em Budapeste. Pela primeira vez em dezasseis anos, a oposição não é apenas um conjunto de partidos fragmentados, mas tem um rosto que veio de dentro do sistema para o tentar derrubar. Até porque o rosto da oposição a Orbán militou no partido do primeiro-ministro húngaro de 2002 até 2024.
Orbán foi eleito para proteger a soberania húngara contra o 'globalismo', mas o que os eleitores enfrentam agora é uma economia estagnada e um isolamento diplomático crescente. Afinal, poderá o homem que moldou a Hungria à sua imagem ser derrotado por um dissidente do seu próprio regime? Ou será que o controlo mediático e as mudanças nas leis eleitorais vão, mais uma vez, garantir a continuidade de Orbán?
Manuel Serrano, analista de assuntos europeus, política internacional e processos eleitorais, é o convidado deste episódio do P24.

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