Estas eleições presidenciais têm características únicas. Uma delas reside no facto de algumas projecções nos apresentarem cinco candidatos em empate técnico, pelo que tudo poderá acontecer no próximo domingo.
Esta primeira volta, e parece ser um dado adquirido que haverá um segunda, tem um número recorde de candidatos (serão 11 no boletim de voto) e não tem um favorito claro.
Na verdade, os potenciais vencedores foram sendo substituídos por outros, à medida que se sucediam as sondagens, se multiplicavam os debates e as entrevistas.
As vitórias de Henrique Gouveia e Melo, primeiro, e de Marques Mendes, depois, eram encaradas como os desfechos mais prováveis. André Ventura tem sido dado como garantido na segunda volta. Mas as grandes surpresas da última semana têm sido as subidas de António José Seguro e de João Cotrim de Figueiredo, que, inicialmente, não estavam incluídos entre os favoritos a uma segunda volta.
Nesta última semana, a mobilização e o impacto da campanha podem ser determinantes para resolver o empate técnico? Que importância poderá ter a abstenção no resultado da primeira volta.
Marco Lisi, professor e investigador da Universidade Nova de Lisboa, é o convidado deste episódio.