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Atrasos do INEM: a emergência médica “não se prepara e trabalha em cima do joelho”

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Aconteceu o mesmo três vezes esta semana. Nesta quarta-feira, uma idosa morreu, na Quinta do Conde, em Sesimbra, depois de esperar cerca de 40 minutos pela emergência médica, e um homem morreu, em Tavira, após mais de uma hora de espera por socorro. Na terça-feira, um homem de 78 anos morrera, no Seixal, pelas mesmas razões: esperou por assistência médica, em vão, ao longo de três horas.

Porquê é que isto acontece? A maior afluência às urgências retém as macas nos hospitais e isso reduz, drasticamente, a capacidade de resposta do INEM e aumenta os tempos de espera no socorro. O problema repete-se todos os anos, em especial nos hospitais de Lisboa e Vale do Tejo, mas é esquecido assim que o tempo aquece e baixa a pressão sobre as urgências.

Mas há muitas outras perguntas para as quais são exigidas respostas. O Governo deveria ter accionado o plano extraordinário para garantir mais 100 ambulâncias ao serviço da urgência médica, como fez no ano passado? Se o ministério da Saúde não o achou necessário, porque é que o primeiro-ministro anunciou ontem, no debate parlamentar quinzenal, a compra de 275 viaturas para o INEM?

Luís Montenegro voltou a dizer que os problemas não se resolvem com a demissão da ministra. Mas resolvem-se com a sua manutenção? Tiago Correia, professor de saúde global do Instituto de Higiene e Medicina Tropical da Universidade de Lisboa, responde a estas questões e outras questões.

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