Donald Trump adiou a visita à China por causa da guerra do Irão, mas aterrou, em Pequim, num momento em que a guerra está numa zona cinzenta, que nem é de guerra, nem é de paz. Irão, Taiwan e inteligência artificial deverão ser os temas principais desta visita de dois dias do presidente dos EUA à China.
Há vários negócios em perspectiva e muitas discordâncias previsíveis. Os EUA querem vender Boeings, mas o sector automóvel quer travar a entrada das viaturas eléctricas chinesas no mercado norte-americano.
Trump não deve estar satisfeito com o agravamento do défice comercial com a China, em Abril. As exportações chinesas cresceram 14,1%, em termos homólogos. O prolongamento da guerra com o Irão tem pressionado os preços da energia e o custo de vida: a inflacção saltou para os 3,8% em Abril, o maior aumento desde 2023, o que levou Trump a prometer suspender, temporariamente, o imposto federal sobre os preços da gasolina.
E também não deve estar satisfeito com as sondagens: a sua popularidade nunca foi tão baixa, nem no primeiro mandato.
Trump estará acompanhado por empresários como Elon Musk e Tim Cook. Vamos assistir a uma nova guerra comercial ou a uma fase de tréguas entre as duas potências?
Diana Soller, investigadora do Instituto Português de Relações Internacionais da Universidade Nova de Lisboa, é a convidada deste episódio.

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