O número de pessoas mortas nas estradas de Portugal ficou muito além dos registos dos últimos anos. E o flagelo da sinistralidade rodoviária regressou à preocupação dos cidadãos e das autoridades. Vejam-se os números desta Páscoa: 2600 acidentes rodoviários registados até segunda-feira que causaram 53 feridos com gravidade e 20 vítimas mortais, quatro vezes mais do que no período homólogo de 2024 e de 2025.
O que justifica esta tragédia?
Não foi o número de acidentes que se multiplicou, Foi a sua gravidade. O mesmo tinha acontecido na Operação do último Natal – menos 4,4% no número de acidentes, mais 31% no número de mortos. Entre 18 de Dezembro e 4 de Janeiro últimos, 38 pessoas perderam a vida nas estradas.
O Governo considera que estes registos reclamam “um tempo de uma reflexão séria” e acção. Num comunicado, o MAI promete para “muito em breve” a apresentação de “um pacote de medidas estratégicas” para combater “este flagelo”. Com estes números, Portugal, que apresenta uma taxa de sinistralidade muito acima da média da União Europeia, que é de 45 vítimas mortais por milhão de habitantes contra as 58 registadas no nosso país, está cada vez mais longe de cumprir as metas europeias estabelecidas pela União para 2030.
O que está a acontecer e o que fazer para travar este flagelo social que, para lá das perdas humanas implica um custo económico anual que na Europa está estimado em 2% do Produto Interno Bruto? Oportunidade para uma conversa com Manuel João Ramos, presidente da Associação Portuguesa de Cidadãos Auto-Mobilizados, que acompanha há anos este problema.

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