Os protestos começaram nos liceus dos subúrbios de Paris e rapidamente chegaram a outras zonas de França. Os estudantes contestam as condições nas escolas, mas a revolta revela também um sentimento de abandono em bairros onde as desigualdades são profundas.
A resposta do Governo combina promessas com uma forte presença policial. Entretanto, os protestos ganham dimensão política, numa altura em que França se prepara para as presidenciais e os partidos dos extremos procuram afirmar-se.
Neste episódio do Hoje, a jornalista Ana Dias Cordeiro, da secção internacional do PÚBLICO, ajuda-nos a perceber as razões desta contestação, porque é que os subúrbios estão no centro da revolta e que consequências políticas poderá ter num país com pouca margem orçamental.

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