A fila anda. Quem vai ficar com o espólio do bolsonarismo?

 

Flávio Bolsonaro fugiu do Brasil e instalou-se em Miami, onde diz querer continuar a liderar a oposição ao Presidente Lula da Silva, mas a saída e a carta em que contestou os resultados eleitorais levantaram dúvidas sobre o seu futuro político.

A primeira versão da carta apresentava-o como o "verdadeiro presidente eleito do Brasil". Pouco depois, Flávio alterou a expressão para "líder do Brasil". As acusações de fraude eleitoral não foram acompanhadas de provas e também geraram reacções de distanciamento entre figuras do seu próprio campo político.

Ao mesmo tempo, a corrida à sucessão de Jair Bolsonaro já começou a desenhar-se. Michelle Bolsonaro e Tarcísio de Freitas, governador de São Paulo, são dois dos nomes que podem disputar a liderança da direita e extrema-direita brasileira e uma eventual candidatura presidencial em 2030.

Nos Estados Unidos, Donald Trump autorizou a entrada de Flávio e da família, mas disse que não se vai envolver nas acusações feitas pelo senador. Resta perceber que influência poderá Flávio exercer a partir de Miami e se conseguirá manter unido o eleitorado bolsonarista.

Neste episódio do HOJE, conversamos com Beatriz Rey, cientista política, investigadora na Universidade de Lisboa e comentadora de política brasileira, sobre a disputa pela sucessão, os interesses em confronto e o futuro do bolsonarismo.