Victória Pauferro: “Estava na fila da escola para lanchar e um menino disse que a minha amiga era burra. Eu disse que não, e ele falou: ‘Cala a boca macaca’. Decidi fazer uma app para ajudar pessoas que sofrem preconceitos”
Victória Vasconcelos Pauferro tem apenas 11 anos, mas já passou pela Faculdade de Ciências Tecnológicas de Lisboa, para apresentar o jogo "Aventuras com a Zoom Boom", que criou para combater preconceitos e todas as formas de discriminação. Sempre a pensar na inclusão, a convidada deste episódio de “O Tal Podcast” juntou-se à nossa celebração do Dia da Criança, com planos para programar um mundo melhor, com consciência social e inteligência artificial.
Para festejar o 1 de junho, “O Tal Podcast” conversou com esta aluna do 5.º ano, que começou a programar e a utilizar inteligência artificial através do projeto “Technovation Girl”, no qual teve a ajuda de uma mentora para aprender a criar códigos e programar um mundo melhor através da tecnologia.
Se tivesse um botão mágico no qual carregasse e pudesse mudar o mundo, “acabava com as guerras e o preconceito”, e criaria um mundo com pessoas de todas as cores: amarelas, roxas, verdes, rosas”.
A preocupação com a injustiça social fez com que Victória criasse a “Aventuras com a Zoom Boom” - um jogo de perguntas e respostas, que utiliza inteligência artificial para combater preconceitos como o racismo, educando os jogadores sobre o significado destes conceitos, e a forma correta de agir perante estas situações. Este resultou num termo novo que inventou: “euquipa”, já que este foi um trabalho individual.
Mais tarde, a “euquipa” expandiu-se, e juntou-se a outras colegas com as quais desenvolveu a aplicação “Hug Connect”, que tem como objectivo ajudar crianças e adolescentes com dificuldade de comunicação, criando salas anónimas onde podem partilhar e discutir problemas como racismo ou bullying com outras pessoas que enfrentam as mesmas situações.
Fora do mundo da programação, Victória interessa-se por desporto, nomeadamente vólei e ténis, e faz planos artísticos, a partir do gosto pelo desenho, a que junta a diversão de brincar às bonecas.
Com ascendência brasileira, a estudante mantém contacto diário com a avó, que está do outro lado do oceano, na Bahia, através de videochamadas. Orgulhosa das origens, no final do quarto ano, a convidada de Georgina Angélica e Paula Cardoso, usou um vestido de “princesa africana”, simbolizando a importância de recordar as suas raízes e história familiar.
Ouça aqui a conversa.
In 1 playlist(s)
O Tal Podcast
Um espaço onde cabem todas as vidas, emocionalmente ligadas por experiências de provação e histórias…Social links
Recent clips

Yara B. Chidiamassamba: “Uma pessoa pode fazer a diferença, mas se todos nos unirmos, podemos amplificar cada vez mais o impacto que queremos causar nas nossas comunidades”
48:40

Yonara Mateus: "Achava que tinha medo de errar, mas percebi que o que me assustava era acertar e não saber lidar com o sucesso”
51:50

Bia Ferreira: “O amor, o afeto e a gentileza me curaram. A alegria é a maior forma de subversão num mundo que naturaliza o ódio”
1:05:59
