Neste episódio, gravado no ESPANTO – Festival Internacional de Filosofia 2025, Gilles Lipovetsky leva-nos numa viagem pelos medos que acompanham a humanidade. O medo dos espíritos, da fome, das epidemias aos algoritmos, alterações climáticas e até aos alimentos que finalmente podem ser cancerígenos.
Se antigamente tínhamos medo de morrer de fome, hoje podemos ter medo de engordar. Se antes as crianças brincavam na rua, hoje perguntamos quem pode estar à espreita. E se a tecnologia promete tornar o mundo mais seguro, porque é que parece estar a deixar-nos ainda mais ansiosos?
Lipovetsky fala-nos da hipermodernidade, do hiperindividualismo, do excesso de informação, da inteligência artificial, da saúde, da felicidade e do risco zero. E desmonta o curioso paradoxo de uma sociedade que tem cada vez mais ferramentas para controlar o mundo e, ao mesmo tempo, cada vez mais coisas para temer.
No fundo, a pergunta é simples: será que o problema é termos medo ou viveremos num mundo que nos dá cada vez mais razões para ter medo?
Voltamos para a semana com mais reflexões filosóficas!

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