Neste episódio, gravado no ESPANTO — Festival Internacional de Filosofia, em 2025, Maria Balaska convida-nos a refletir sobre um medo particular, que todos vivemos com experiências do quotidiano.
Será o medo sempre algo negativo? Costumamos associá-lo ao perigo e ao sofrimento, mas a filosofia sugere que existe uma forma de medo que não aponta para uma ameaça concreta, mas para algo mais profundo: a consciência da nossa liberdade e a incerteza sobre como viver uma vida significativa.
Maria Balaska explora a ansiedade existencial a partir do pensamento de filósofos como Heidegger e Kierkegaard, levando-nos a ponderar sobre os momentos em que as convenções ficam aquém das respostas que procuramos — como acontece frequentemente na crise da meia-idade, quando começamos a questionar o fundamento das nossas escolhas.
Afinal, o que é uma boa vida? Esta é uma pergunta à qual nenhuma regra social pode responder por nós.
Ao longo do seu discurso, Maria Balaska ajuda-nos a reformular a forma como percecionamos o medo e como este, o espanto e a admiração, podem estar mais ligados do que pensamos.
Talvez estas emoções aparentemente opostas sejam, afinal, como Balaska diz, “duas faces da mesma moeda”. Da figura de Aquiles à etimologia de palavras como wonder e terrific, este episódio convida-nos a olhar para as emoções com nuances e a reconhecer que, por vezes, é precisamente o desconforto que nos aproxima de uma vida mais autêntica.
Porque talvez o medo não seja apenas algo a superar, mas também um convite a perguntar quem somos e como queremos viver.
Voltamos para a semana!

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