O que acontece quando um dos artistas mais carismáticos e polivalentes da cultura portuguesa contemporânea se recusa a viver uma vida confortável? Neste episódio d’O Princípio da Inquietação, Catarina G. Barosa e David Erlich recebem David Fonseca para um autêntico "diagnóstico filosófico".
Longe dos elogios fáceis que o fazem sentir-se "num funeral", o músico e esteta abre o livro sobre os bastidores da sua mente. Da "imunidade racional" necessária para libertar o caos criativo, ao momento posterior em que se torna um controlador obsessivo para ordenar esse mesmo caos, David Fonseca explica por que razão prefere a disrupção à aceitação.
Numa viagem que cruza a música, o cinema, a serigrafia e a fragilidade da cerâmica, o artista recorda ainda o soco no estômago que apanhou aos 16 anos numa sala de cinema e que lhe "abriu o cérebro ao meio", dando-lhe a força necessária para escapar de Marrazes.
Ouça o episódio completo e descubra por que razão, para David Fonseca, olhar para dentro exige sempre que nos quebremos primeiro.
Vemo-nos na próxima semana!



