Durante muito tempo, a monogamia foi-nos apresentada como o modelo desejável e inevitável. E o casamento como destino. A exclusividade é prova de amor. E tudo o que foge a este guião é visto como falha, ameaça ou desvio.
Em Portugal, por cada 100 casamentos oficializados, 33 terminam em divórcio. O número de casamentos está a diminuir, ao mesmo tempo que ganham terreno outros modelos de relação.
Os dados oficiais sugerem que cerca de 25% das pessoas admite já ter tido um caso extraconjugal, no entanto, na prática estes números podem rondar os 75%. Portanto, fará sentido o “amor para a vida toda”? Ou está na altura de encararmos com mais naturalidade que um fim não é uma falha e também que é normal ter desejo por outras pessoas enquanto se está num relacionamento feliz?
O que nos leva à pergunta que todos queremos fazer: será que a monogamia faz sentido?
No episódio “Seremos mesmo monogâmicos?” do podcast O Prazer é Todo Meu, a médica e sexóloga Mafalda Cruz conversa com a psicóloga e terapeuta familiar Luana Cunha Ferreira e com o humorista Diogo Faro, autor da peça “Amor, quero beijar mais pessoas”, para pensar criticamente sobre os modelos de relacionamento que herdámos e aqueles que começam agora a ganhar visibilidade.

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