Convidadas: Tatiana Vargas Maia, professora de Relações Internacionais da UFRGS, e Marina Basso Lacerda, doutora em ciência política e pesquisadora da USP e da UnB.
Nos EUA, fazem sucesso entre grupos ultraconservadores conteúdos sobre onde supostamente deveria ser o lugar da mulher. Nas redes sociais, as vertentes mais extremas defendem até que o voto feminino deve ser proibido; em troca seria estabelecido o voto familiar, no qual o homem da casa decide e vai às urnas.
Mais recentemente, esse movimento de caráter antifeminista vem encontrando eco também no Brasil, país onde as mulheres têm direito ao voto desde 1932 – nos EUA, o sufrágio universal já tem mais de um século. Nesta eleição, candidatos e candidatas conquistaram grande quantidade de votos – exatamente no mesmo pleito no qual o Congresso Nacional registra recorde de parlamentares mulheres.
Neste episódio, Natuza Nery tem duas convidadas. Primeiro, ela conversa com a professora de relações internacionais Tatiana Vargas Maia, que explica a origem e as motivações do movimento antifeminista que questiona o direito das mulheres ao voto. Depois, ela fala com a cientista política Marina Basso Lacerda sobre como este fenômeno se apresentou nas urnas brasileiras.