Neste episódio, recebemos Rui Agostinho, astrónomo, professor aposentado da Faculdade de Ciências da Universidade de Lisboa e investigador no Instituto de Astrofísica e Ciências do Espaço. Ao longo de uma carreira dedicada ao estudo da Via Láctea e da dinâmica estelar, com trabalho em observatórios internacionais — nomeadamente no Chile —, Rui Agostinho tem sido uma figura central na astronomia em Portugal, tanto no plano institucional como no da divulgação científica.
A conversa começou pelo percurso pessoal: como nasce uma vocação para a astronomia e que momentos ou influências ajudam a definir um caminho científico. Como passou a acumular a investigação com a comunicação de ciência?
Mas falámos principalmente da actual exploração espacial, com destaque para a missão Artemis II e o regresso de missões tripuladas à órbita da Lua, mais de meio século depois do programa Apollo. Discutimos o que está em causa neste novo ciclo: os desafios tecnológicos, os objectivos científicos e o fascínio público — ainda hoje alimentado por imagens icónicas do espaço — na justificação destes investimentos. Será este o início de uma nova era de exploração humana fora da Terra? E até que ponto a Lua é um passo intermédio para Marte?
Por fim, descemos à Terra — literalmente — para falar do debate europeu sobre o fim da mudança sazonal da hora. Rui Agostinho explica o que está em jogo e indica que solução faria mais sentido para Portugal.

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