A nossa convidada é a neurocientista Luísa Lopes. Licenciada em Bioquímica e doutorada em Neurociências, construiu um percurso científico que passou pela Universidade de Cambridge, no Reino Unido, pelo Karolinska Institutet, na Suécia, e pelo centro de investigação da Nestlé, na Suíça, antes de regressar a Portugal. Actualmente lidera um grupo de investigação no Instituto Gulbenkian de Medicina Molecular, onde estuda a neurobiologia do envelhecimento, isto é, as transformações do cérebro ao longo da vida. É autora do recente livro Programados para Amar (Contraponto), em que analisa o fenómeno do amor do ponto de vista da ciência.
A conversa abordou o envelhecimento cerebral. O que significa, do ponto de vista da neurobiologia, envelhecer? Até que ponto o declínio cognitivo é inevitável — e o que sabemos hoje sobre a capacidade de um cérebro envelhecido para aprender, adaptar-se e preservar memórias? Que factores fazem a diferença entre envelhecer com resiliência cognitiva ou com perda acelerada de capacidades?
Um outro tema foi o o do seu recente livro. O que acontece no cérebro quando nos apaixonamos, quando estamos a viver um amor duradouro ou quando temos uma experiência dolorosa de separação? Até onde vai a explicação biológica, isto é, onde estão os limites da ciência? Poderá o conhecimento neurocientífico ter implicações práticas na forma como vivemos as nossas relações? Ou, neste domínio, será melhor seguir os nossos instintos?

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