O nosso convidado é Fernando Seabra Santos, professor catedrático aposentado da Faculdade de Ciências e Tecnologia da Universidade de Coimbra.
Engenheiro civil formado em Coimbra e doutorado pela Universidade de Grenoble, em França, Seabra Santos desenvolveu uma carreira científica na área da engenharia de recursos hídricos, hidráulica e ambiente, tendo contribuído para o desenvolvimento desta área em Portugal. Para além do seu percurso na investigação e ensino, teve também uma carreira marcante na gestão universitária: foi reitor da Universidade de Coimbra entre 2003 e 2011 e presidiu ao Conselho de Reitores das Universidades Portuguesas. Como Reitor teve várias iniciativas institucionais relevantes, como a criação do Instituto de Investigação Interdisciplinar e do Colégio das Artes, e o início e desenvolvimento do processo que levou a Universidade de Coimbra a tornar-se em 2013 Património Mundial da UNESCO.
A conversa começou pelo seu trajecto académico, mas centrou-se sobretudo num tema particularmente actual: a gestão da água e o risco de cheias, em particular na bacia do rio Mondego, que Seabra Santos tem estudado.
A propósito das recentes cheias do Mondego, associadas a um «comboio» de tempestades, discutiram-se as causas destes episódios extremos e o modo como as suas consequências envolvem variabilidade climáticas, gestão de barragens e ordenamento do território. Foram as maiores cheias do rio Mondego? Até que ponto esteve a Baixa de Coimbra perto de ser inundada? O que correu bem e o que correu mal? A conversa abordou em particular o papel das infra estruturas hidráulicas, como as barragens, a montante de Coimbra, e os sistemas de diques, a jusante, na mitigação do risco de cheias, e a proposta da barragem de Girabolhos, em Seia. Quais são as suas vantagens? Será realmente necessária para proteger Coimbra?

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