Regresso a 2021: "Não sei, não me lembro e não tenho presente": O homem que devia 550 milhões ao Novo Banco e não sabia o nome das suas próprias empresas
Portugal está de volta — e que regresso. Numa semana épica para os anais da democracia ibérica, o país ofereceu ao cidadão contribuinte um menu completo de absurdo institucional com entrada, prato principal e sobremesa paga a crédito no Novo Banco. O destaque foi a comissão parlamentar de inquérito ao Novo Banco, onde Bernardo Moniz da Maia — homem que deve 550 milhões de euros ao banco, administra sociedades cujos nomes desconhece, pertence a fundações que não consegue nomear e cujo único património declarado é "uma parte de um carro em leasing" — conseguiu o feito histórico de responder a duas horas de perguntas sem dizer rigorosamente nada de útil. Entretanto, no Minho, António Costa e Pedro Nuno Santos foram inaugurar uma linha de comboio com dois anos de atraso — cujo sistema de sinalização ainda funciona com métodos do século XIX. Em Oeiras, a autarquia investiu 600 mil euros num obelisco de granito vermelho que simboliza, segundo o próprio presidente, o raio verde de Eric Rohmer, a petrificação da luz solar e o sentido da existência humana. Saiu barato, dizem os entendidos.
In 1 playlist(s)
Isto É Gozar Com Quem Trabalha
"Normalmente, as pessoas de quem a gente fala têm empregos a sério, ao contrário de nós. São ministr…Social links
Follow podcast
Recent clips

Eduardo Souto de Moura: “Ver o que aconteceu ontem deixou-me muito triste. Lembrou-me os tempos antes do 25 de Abril”
16:41

“Estes manifestantes não atiram cocktails, mas fazem molotovs”: Ricardo Araújo Pereira sobre as violentas manifestações com ioga e costura
43:39

“Os deputados do Chega viram tendas e pensaram: são ciganos. Querem a polícia a bater nos portuenses desde que sabem da Livraria Lelo”
45:11
